Por Visão Transcendente
Estas são duas das primeiras atitudes que devem ser mudadas no comportamento de quem encontra o Senhor. Afirmo isso porque ambas são características justamente daqueles que desconhecem Cristo e seu Evangelho.
A arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade, o caráter
de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de
comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros;
orgulho ostensivo, altivez. E a ironia consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de pensamento ou de pessoa com a intenção de ridicularizar.
Ambas são reprovadas por Nosso Senhor no Evangelho em diversas passagens. A reprovação mais clara da arrogância é dada por Jesus quando ele conta a parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18, 9-14), como também na parábola do fazendeiro rico (Lucas 12, 16-21). E o lado maléfico da ironia Nosso Senhor sofreu na própria "pele" quando via os seus inimigos e perseguidores aproximar-se dele para pô-lo à prova, e para isso dissimulavam, chamando-o de Rabi (que quer dizer Mestre), quando no fundo não acreditavam em Jesus e o queriam mal.
Quem já não sofreu essa triste experiência de ser ridicularizado, desrespeitado por ironias e piadas. Como nos sentimos mal nesses momentos! Ser ironizado é especialmente triste para quem é educado e respeitoso com todos, como o era Jesus. A ironia é também uma forma de arrogância, de se sentir maior/melhor do que os outros. É uma consequência da discriminação, e é uma atitude de orgulho. Os que caminham com o Senhor precisam desterrar esse mal para longe. E mesmo contra os nossos inimigos nós não devemos aplicá-la, por vários motivos. Primeiro, porque nós estaríamos nos comportando iguais a eles, ou seja, repetindo o comportamento que neles censuramos. Segundo, porque Cristo nos ensinou a amar os nossos inimigos e a fazer o bem e rezar por aqueles que nos perseguem. E terceiro, porque é pagando o mal com o bem que nós triunfamos sobre a maldade, isto é, os nossos inimigos esperam de nós uma resposta no mesmo tom da injúria, e nós lhes confundimos retribuindo com bondade o seu mal.
Já da arrogância ou do orgulho tem-se pouco a falar, pois é claramente perceptível que ela não combina com o pobre carpinteiro de Nazaré, que viveu e morreu pobre, mesmo podendo ter os reinos de todo o mundo, que era submisso aos seus pais, que amava estar entre os discriminados, que glorifica ao Pai por ter revelado o Reino aos humildes e escondido dos mundanamente sábios. Pensemos sobre isso.
"Muito mais nobre que nós era o Filho de Deus, que se fez pobre por nós neste mundo." (São Francisco de Assis).

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