No vídeo postado abaixo, o padre Paulo Ricardo de Azevedo, da Arquidiocese de Cuiabá, explica de forma simples e prática uma das mais famosas parábolas de Jesus, a parábola do semeador. Assista este breve vídeo (cerca de 4 minutos) e compreenda como produzir frutos a partir da escuta da Palavra de Deus.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
A parábola do semeador
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Pe. Paulo Ricardo de Azevedo
A segunda natureza
Por Visão Transcendente
Nós católicos acreditamos na santidade, na perfeição que um cristão pode atingir, que nós consideramos a plenitude da vida cristã. Cremos numa mudança completa e total da pessoa a partir do seu encontro pessoal com o Senhor Jesus, ou seja, na essência do ser e não só nas aparências. Nós acreditamos que o pecado pode ser completamente extinto da alma.
Essa nossa crença se apoia na própria Bíblia Sagrada: "Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo" (Lv 19, 2); "Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5, 48). E também se apoia na vida bem-aventurada de tantos santos e santas que nos precederam, e que chegaram a tal "estatura" de santidade que não conseguimos ver senão Jesus nas suas atitudes e palavras. Exemplos: São Francisco e Santa Clara de Assis, São Filipe Néri, Beata Madre Teresa de Calcutá, Santa Teresinha do Menino Jesus, São João Paulo II, São Pio de Pietrelcina, São João Maria Vianney, São Paulo Apóstolo e tantos outros(as).
Apesar disso, nós acreditamos também que a nossa natureza
humana encontra-se num estado decaído, ou seja, existe dentro de cada pessoa
uma tendência para o mal, para o pecado, que a todo instante tenta nos atrair
para a prática do que não presta. A isso nós chamamos pecado original, que todo
mundo nasce consigo.
No entanto, Deus quer e tem o poder de nos transformar de
tal maneira que nós adquirimos uma segunda natureza, nós podemos ser
transformados verdadeiramente, a ponto de podermos ser chamados de novas
criaturas, renascidas: "Se alguém está em Cristo é nova criatura; as
coisas antigas já se passaram, eis que tudo se fez novo" (2ª Cor 5, 18);
"Quem não renascer pela água e pelo Espírito Santo, não pode entrar no
Reino de Deus" (Jo 3, 5).
Esse ensinamento é importante principalmente para aquelas
pessoas que acham que no fundo, no fundo todos são pecadores e pecadores
morrerão. Acreditam elas que as pessoas podem melhorar um pouquinho, abandonar
algum vício, mas que sempre existirá maldade no coração de cada um. Que não
adianta querer fazer tudo certo, porque a imperfeição sempre vai existir.
Pensam elas que não adianta rezar muito, jejuar, fazer penitência, não! Tudo
isso é exagero e fanatismo. Basta eu fazer algum bem, e não cometer aqueles
pecados mais graves, como roubar, matar, se prostituir. Basta isso, porque no
final das contas, na cabeça dos que não creem na santidade, é só isso mesmo que
nós somos capazes de fazer e nada mais. Para essas pessoas Jesus é o exemplo a ser seguido,
mas não é a meta, porque nunca conseguiremos imitá-lo. Cristo é o ideal, mas a
realidade é bem diferente. Já ouvi até alguém de igreja dizer que é pecado
querer ser como Jesus, porque Ele é Deus, e é pecado querer ser como Deus. O
que contraria o que o próprio Jesus disse: "Aquele que crê em mim fará as
obras que eu faço, e as fará maiores do que estas" (Jo 14, 12).
Fica então esse ensinamento, que é a doutrina da nossa
Igreja, para que nunca mais repitamos que é vão esforçar-se para chegar onde
Deus quer (não confunda com pelagianismo, estou falando de penitência e
caridade, e não em querer ser santo sem o auxílio divino), que a santidade na
verdade não existe. Essa convicção também nos ajudará a sair do comodismo de
achar que eu sou o que sou e não posso ser melhor. Não! Sempre é possível
melhorar, e de melhora em melhora chegar à perfeição, ser outro
"Cristo", como Ele mesmo quer.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Qual é a origem do celibato sacerdotal?
No vídeo postado abaixo, o padre Paulo Ricardo de Azevedo, da Arquidiocese de Cuiabá, explica, valendo-se de argumentos lógicos, históricos e bíblicos, a origem e o sentido do celibato sacerdotal. É um vídeo direcionado principalmente aos católicos que questionam a gênese e a pertinência da obrigatoriedade dessa disciplina para os clérigos católicos. Assista!
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sábado, 9 de janeiro de 2016
Caminhar, edificar, professar
Do Papa Francisco, Missa Pro Ecclesia, Primeira Homilia em
14/03/2013
Leituras: Is 2,2-5; Sl 97; 1 Pd
2, 4-9
Evangelho: Mt 16, 13-19
Nestas três leituras reconheço-lhes algo de comum: o
movimento. Na Primeira Leitura o movimento no caminho, na Segunda Leitura, o
movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho, o movimento no
professar. Caminhar, edificar, professar.
Caminhar. “Casa de Jacó, vinde, caminhemos na luz do Senhor”
(ls 2,5). Esta é a primeira coisa que Deus diz a Abraão: Caminha na minha
presença e sê irrepreensível. Caminhar: a nossa vida é um caminho e quando
paramos, não corre bem. Caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do
Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão
na sua promessa.
Edificar. Edificar a Igreja. Fala-se em pedras: as pedras
têm consistência; mas pedras vivas, pedras untadas pelo Espírito Santo.
Edificar a Igreja, a Esposa de Cristo, sobre aquela pedra angular que é o
próprio Senhor. Eis um outro movimento da nossa vida: edificar.
Em terceiro lugar, professar. Podemos caminhar quanto
quisermos, podemos edificar muitas coisas, mas se não professarmos Jesus
Cristo, não corre bem. Nos tornaremos uma ONG que presta assistência, e não a
Igreja, Esposa do Senhor. Quando não caminhamos, permanecemos parados. Quando
não se edifica sobre as pedras o que é que acontece? Passa-se o mesmo com as
crianças, na praia, quando constroem castelos na areia e tudo desaba sem
consistência.
Quando não se professa Jesus Cristo, vem-me à memória a
frase de León Bloy: “Quem não prega o Senhor, prega o diabo”. Quando não se
professa Jesus Cristo, professa-se a mundanidade do demônio.
Caminhar, edificar-construir, professar. Não é assim tão
fácil, porque no caminhar, no construir, no professar, por vezes sofremos
choques, sucedem ações que não são próprias das ações do caminhar: são ações
que nos fazem andar para trás.
Este Evangelho prossegue com uma situação especial. O mesmo
Pedro que professou Jesus Cristo, diz-Lhe: Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo.
Seguir-te-ei. Seguir-te-ei, mas não falemos de Cruz. Isso não interessa.
Seguir-te-ei de outras formas que não a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz,
quando edificamos sem a Cruz e quando professamos um Cristo sem a Cruz, não
somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos Bispos, Padres, Cardeais, Papas,
mas não discípulos do Senhor.
Queria que todos, assim que passarem estes dias de graça,
que tivéssemos a coragem, uma verdadeira coragem, de caminhar com o Senhor
presente, com a Sua Cruz; de edificar a Igreja sobre o Seu sangue derramado
sobre a Cruz; e de professar a única glória: Cristo Crucificado. Assim a Igreja
seguirá em frente.
Desejo para todos nós que o Espírito Santo, pela oração a
Nossa Senhora, nossa Mãe, nos conceda esta graça: de caminhar, edificar,
professar Jesus Cristo Crucificado.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Os riscos espirituais da superstição
No Brasil e em algumas partes do mundo cresce o número de pessoas que se dizem sem religião, conforme apontam os levantamentos estatísticos recentes. No entanto, percebemos que ao mesmo tempo cresce a crença e a prática de diversas formas de superstição, o que nos leva a concluir que essas pessoas, em sua maioria, não estão migrando das religiões instituídas para o ateísmo ou para o agnosticismo, mas sim para uma forma de "religiosidade" individualista e perigosa para alma e a salvação das mesmas.
No breve vídeo postado abaixo (4 minutos), que convido você a assistir, o padre Duarte Sousa, da Diocese de Lamego (Portugal), fala sobre os riscos espirituais da prática supersticiosa.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
A luz da fé
Do Papa Francisco, A Igreja da misericórdia: minha visão para a Igreja. São Paulo: Paralela, 2014. p. 14-15.
Por isso, urge recuperar o caráter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor. De fato, a luz da fé possui um caráter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem. Ora, para que uma luz seja tão poderosa, não pode brotar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir, em última análise, de Deus. A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos nos apoiar para construir solidamente a vida. Transformados por esse amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há Nele uma grande promessa de plenitude e nos abre a visão do futuro. A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada, orientando os nossos passos no tempo. Por um lado provém do passado: é a luz de uma memória basilar - a da vida de Jesus - , onde o seu amor se manifestou plenamente confiável, capaz de vencer a morte. Mas, por outro lado e ao mesmo tempo, dado que Cristo ressuscitou e nos chama de além da morte, a fé é luz que vem do futuro, que abre diante de nós horizontes grandes e nos leva a ultrapassar o nosso "eu" isolado abrindo-o à amplitude da comunhão. Desse modo, compreendemos que a fé não mora na escuridão, mas é uma luz para as nossas trevas.
A luz do amor, própria da fé, pode iluminar as perguntas do nosso tempo acerca da verdade. Muitas vezes. hoje, a verdade é reduzida à autenticidade subjetiva do indivíduo, válida apenas para a vida individual. Uma verdade comum nos dá medo, porque a identificamos com a imposição intransigente dos totalitarismos; mas, se ela é a verdade do amor, se é a verdade que se mostra no encontro pessoal com o Outro e com os outros, então fica livre da reclusão do indivíduo e pode fazer parte do bem comum. Sendo a verdade de um amor, não é verdade que se impõe pela violência, não é verdade que esmaga o indivíduo. Nascendo do amor pode chegar ao coração, ao centro pessoal de cada homem. Daqui resulta claramente que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; pelo contrário, a verdade o torna humilde, sabendo que, mais do que possuí-la, é ela que nos abraça e possui. Longe de nos endurecer, a segurança da fé nos põe a caminho e torna possível o testemunho e o diálogo com todos.
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