segunda-feira, 22 de março de 2021

Oração pedindo à Deus a conversão

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Senhor, eu creio na vossa presença, sei que estás a proteger-me e a sondar-me. Criaste-me, Senhor, para vos amar e vos servir, unindo-me a vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, eu, arrastado pelo pecado, por minha própria culpa, afastei-me de Ti, que és minha origem e meu fim, a única fonte de felicidade e paz. Perdão, Pai, humildemente vos peço. E desejoso de unir-me a vós de todo o meu coração, aqui estou aos vossos pés para suplicar que eu possa reconduzir o destino da minha existência para vós, que sois o único caminho que nos conduz à felicidade e à paz. Concedei, Deus de bondade, que eu abandone os ídolos deste mundo com suas mentiras, e creia firmemente somente em vós, que sois a verdade, para que assim eu possa encontrar a verdadeira vida, que consiste em estar eternamente unido à vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Glorioso São José, São Francisco de Assis e Santa Teresinha do Menino Jesus, roguem por nós.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Prece pelos que sofrem

                                      

De Novena à Divina Misericórdia. São Paulo: Editora Canção Nova, 2008. p. 17-18.

Deus, nosso Pai Divino, com anseio aguardamos um sinal da tua presença, a tua voz clemente, a tua benevolente ação.Tua misericórdia, Senhor, testemunha teu amor. Em tuas mãos estão os nossos destinos e a nossa vida. Ouve a minha súplica e o meu pedido. Deus, tu que sempre amparas os necessitados; para ti apelam os desamparados. Que venha o alívio aos que sofrem. Sem a tua ajuda não há salvação, não há remédios que possam curar, nem meios que ergam o fraco e o sofredor. Dá força e fé aos que clamam por ti, resistência e paciência aos que necessitam e que a tua presença os ilumine sempre. Escuta, ó Deus, com clemência esta súplica, alivia os sofrimentos dos que padecem, para que possam erguer-se e bendizer a tua infinita bondade. Amém.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Metanoia

De Pe. Reinaldo Cazumbá, Onde está Deus? São Paulo: Editora Canção Nova, 2012. p. 54-58.

Quando alguém é tocado íntima e profundamente pelo Senhor, sua vida se transforma por completo. Esse processo de conversão é chamado de metanoia. É reorientar toda sua vida e ser em direção a Deus, à felicidade verdadeira. Sem conversão não há mudança de vida, não há vida nova, não há libertação da tibieza, não há intimidade com Deus. A conversão consiste em voltar para o Senhor com todo coração, retomar o caminho de Suas veredas.

Converter-se significa uma profunda mudança sob o influxo da Palavra de Deus. Essa transformação interior exprime-se nas obras e, por conseguinte, na vida, em todos os aspectos, do cristão. Conversão representa a vitória sobre o velho homem que estava enraizado e submetido aos desejos carnais e o começo de uma vida nova, criada e governada pelo Espírito de Deus.

A conversão está relacionada à aceitação incondicional da soberania divina e, para que ela ocorra, é necessário reconhecer que se praticou o mal e que, por isso, se tem necessidade de uma transformação completa. Porém, não basta reconhecer e renunciar somente a um ato mau ou a um hábito pecaminoso. Todo o coração e todo o procedimento devem ser mudados. Aquele que realmente se converte, submete-se de boa vontade à Lei Divina. Renuncia à vida de ilegalidade.

Metanoia é deixar de viver na injustiça. Todo pecado cria um estado deplorável de sonegação de justiça para com Deus. É uma recusa permanente de oferecer ao Senhor a glória que lhe pertence e de prestar ao Pai a obediência e o amor filial. A conversão tira-nos deste mísero estado e renova integralmente o nosso coração.

Conversão é o retorno à casa do Pai e a entrada no Reino de Deus. Passagem das trevas do pecado para a luz da Graça. O caminho que Deus aponta conduz a uma conversão séria e autêntica do coração.

A metanoia se inicia no momento em que Deus se digna em derramar "um espírito de perdão e de misericórdia" (Zc 12,10) e culmina em um novo nascimento, do alto, de Deus. A volta à casa do Pai é a reintegração nos direitos de filho. Não é algo que se processa unicamente no exterior, mas é uma ação interior, uma modificação vital, um nascimento pelo Espírito. Para o homem, a conversão é, pois, infinitamente mais que o simples fato de livrar-se da escravidão do pecado, porque para Deus converter é infinitamente mais que perdoar pecados, é fazer o dom de uma vida nova. O homem torna-se filho de Deus.

O único modo efetivo de descobrir a própria identidade é o árduo, mas consolador, caminho da conversão, mediante um humilde reconhecimento das próprias imperfeições e pecados. Precisamos ter a atitude de abandonar tudo aquilo que é nosso, os planos, os medos etc. e estarmos prontos para a mudança que está nos planos de Deus para nós. Este é o caminho da verdadeira metanoia.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Ato de desagravo para a festa do Sagrado Coração, diante do Santíssimo exposto


Do Manual do Coração de Jesus. São Paulo: Edições Loyola, 2019, p. 121-122.

Jesus amado, vossa infinita caridade para conosco é tantas vezes mal correspondida com esquecimentos e até desprezos. Aqui estamos diante do Santíssimo Sacramento, a fim de vos desagravarmos com nossas homenagens pelas insensatas e tristes ofensas com que vosso Coração é ferido em toda parte.

Reconhecemos, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades. Em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, mas também as daqueles que estão afastados do caminho da salvação que, não vos querendo como pastor e guia, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa Lei de amor. Nós queremos hoje vos desagravar de todos esses crimes, de tantos laços de corrupção armados contra a inocência, da violação dos Domingos e dias santos, dos insultos ao vosso Vigário e a todo o vosso clero, do desprezo ao Sacramento.

Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e pessoas piedosas, aquela infinita satisfação que Vós oferecestes ao Eterno Pai na cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre nossos altares.

Ajudai-nos, Senhor, com a vossa graça, para que possamos viver a Fé, ter pureza nos costumes, seguir a lei da caridade evangélica, reparar os pecados cometidos por nós e por todos e atrair para o vosso serviço o maior número possível de pessoas.

Recebei, ó bondoso Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima, a espontânea homenagem deste desagravo. Concedei-nos a graça de perseverarmos até a morte no vosso santo serviço. Assim chegaremos todos às moradas da Casa do Pai onde viveremos convosco, com o Pai e com o Espírito Santo agora e sempre. Amém. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Amor de si contra si

De Pe. Paulo Ricardo de Azevedo, Um olhar que cura: terapia das doenças espirituais. São Paulo: Editora Canção Nova, 2014. p. 21-22.

Ora, não é difícil perceber a loucura de quem se revolta contra seu próprio Criador. Tal atitude iguala-se a de uma criança que dá socos e pontapés no pai, que, com suas mãos amorosas, sustenta-a e impede que caia no precipício.

Na tentativa de expressar a loucura deste amor doentio, São Máximo sintetizou, de forma bastante intuitiva, esta realidade patológica ao descrever a filáucia como "o amor de si contra si".

Será possível entender melhor a questão se pegarmos como exemplo a pessoa viciada em drogas. O toxicodependente se entrega ao vício porque "se ama", mas não é difícil perceber que se trata de um amor desordenado. Ele busca a própria felicidade nas alucinações resultantes do entorpecente, mas o que encontra, na verdade, é a própria destruição. Só o drogado não vê que está transformando a própria vida e a vida dos que o amam num inferno. É uma espécie de amor autodestruidor.

Pois bem, "o pecado é sempre uma 'droga', mentira de falsa felicidade". Todas as vezes que nos entregamos ao pecado, caímos na loucura de quem deseja se salvar e termina se perdendo (cf. Mc 8,35). E aqui a palavra loucura não é um exagero e nem simplesmente um estilo de linguagem.

Se, andando pela rua, encontrássemos uma pessoa mutilando a si mesma e arrancando pedaços de seu próprio corpo, não hesitaríamos em dizer que se trata de um louco, pois dilacerar os próprios membros "é próprio de furiosos e de loucos". Tal é a nossa condição de pecadores. Achamo-nos muito inteligentes ao deixar Deus de lado e inventar uma forma nova de amor-próprio, mas acabamos por nos destruir. 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Como age satanás


De Pe. Gabriele Amorth, Vade retro satanás! São Paulo: Editora Canção Nova, 2013. p. 19-21.

Não é possível compreender a obra da Redenção (pela qual Jesus Cristo redimiu a humanidade), se não se reconhecer a obra de desagregação realizada por satanás. Não sem motivo, um dos nomes com os quais se identifica é "diabo", que em grego significa "aquele que divide, que arremessa para o outro lado". Tendo satanás se afastado de Deus, tende a afastar Dele também as outras criaturas, arrastando para o inferno quantas almas puder, para que sigam suas pegadas e acabem por sofrer a mesma punição que ele. Conforme já sublinhado, ele rebelou-se por primeiro e, portanto, encontra-se na situação de rebelde em busca de rebeldes que, como ele, assumam uma postura de oposição a Deus. O esforço do demônio está em agir de tal modo que toda a criação se rebele contra seu Criador.
O demônio está sempre ativo e continuará sua obra até a Parusia, isto é, até o retorno de Cristo no final dos tempos. A sua atividade é dupla: uma que definimos como extraordinária e outra que denominamos ordinária. A atividade extraordinária, da qual trataremos mais amplamente a seguir, é certamente mais rara, muito embora sempre possuída e exercida pelo demônio, e é aquela que consiste em buscar males maléficos ou até mesmo a possessão. A atividade ordinária, que ninguém jamais negou, nem colocou em discussão, é a de tentador, segundo a qual, precisamente, tenta o homem ao mal.
É preciso ter em mente que o diabo é tremendamente monótono em suas tentações e, quando o interroguei a este propósito, ele confirmou sua monotonia, mas também acrescentou que, independentemente dela, nós, homens, sempre caímos em suas ciladas.
O esforço maior do demônio consiste, pois, na pura e simples tentação; tentação à qual todos nós estamos sujeitos, a tal ponto que também Jesus Cristo, encarnando-se e tornando-se verdadeiro homem como nós, em tudo semelhante a nós, exceto no pecado, como explica a carta aos Hebreus, aceitou submeter-se às tentações de satanás.

Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas que concernem a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem tentação (Hb 2, 17-18).

quarta-feira, 29 de julho de 2020

A Bíblia não é um livro, é uma pessoa


De Antonio González Roser, O Evangelho tal qual. Secretaria dos Movimentos Franciscanos: 1991. p. 12.

Assim como o próximo e a Eucaristia, a Bíblia é um lugar privilegiado para encontrar-nos com Deus. Não é um livro de citações, mas um lugar de referência. Por isso, conhecer a Bíblia é como conhecer uma pessoa:
Todos nós temos uma fachada. É como a nossa face externa. Saber o nome, o endereço e o trabalho de alguém, conhecer sua fisionomia, identificar sua voz já é alguma coisa, mas ainda falta muito para dizer que já se conhece a pessoa.
Existe também um conhecimento superficial da Bíblia: identificar seus livros, saber o que se maneja, reconhecer seus autores, identificar as grandes etapas do Antigo e do Novo Testamento. É por aí que se começa, mas não é o bastante.
Uma pessoa nós vamos conhecendo à medida que convivemos com ela e que vamos sabendo, aos poucos, como realmente ela pensa e sente. Com a familiaridade descobrimos o Eu-real que se esconde por detrás da fachada. Quando conhecemos alguém, começamos a aceitá-lo e a estimá-lo.
Também com a Bíblia ocorre uma coisa parecida. Começamos a conhecê-la e entendê-la quando estudamos sua história, quando deciframos o pano de fundo que se esconde por detrás das palavras e das formas literárias, quando descobrimos que o mesmo Deus que atuava na história de Israel e de Jesus está vivo e atuante em nossa história pessoal e social. Quem aprende a descobrir a mensagem escondida atrás da literatura e da história chega ao Eu-real da Bíblia. Descobre o rosto de Deus.
Quando uma relação se aprofunda em forma de espiral sem fim, as pessoas chegam a fundir-se em um só coração e um só projeto de vida, sem que cada uma renuncie à sua personalidade própria. É o caso dos casais que decidem compartilhar juntos a vida, ficando "imbuídos" um do outro. 
Quem lê, estuda, compartilha e reza com a Bíblia, procurando sinceramente colocar a mensagem na vida, pouco a pouco vai mudando o seu coração, sua maneira de pensar e de viver, assemelhando-se cada vez mais a Jesus, o cume e a síntese de toda a Revelação. Isto é a conversão. Esse o caminho que nos leva à Vida. Então a Bíblia, juntamente com o próximo e a Eucaristia, que são uma mesma coisa, chega a ocupar o centro da vida. Paulo o expressou assim: "Tudo tenho por perda e lixo, quando comparado com a grande oportunidade de conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor". (cf. Fl 3, 7-8)  

segunda-feira, 27 de julho de 2020

A linguagem dos sinais


De Scott Hahn, Razões para crer. Lorena: Cléofas, 2016. p. 70-71.

Os milagres narrados nos três primeiros Evangelhos são tratados como "sinais" pelo quarto Evangelho. Para o evangelista São João, um milagre é uma grande prova do poder de Jesus, e possui um propósito ainda maior. Jesus trabalha esses "sinais" visíveis, materiais e históricos, dando-lhes um significado maior, invisível, espiritual e transcendental. A transformação da água em vinho é um milagre que significa a maior maravilha da Sagrada Eucaristia. A água do Batismo é um sinal de um novo nascimento para a vida divina. Mas, aos olhos humanos, estes mistérios divinos estão velados.
Ao falar a Nicodemos, Jesus deixou claro que o Batismo - sinal cuja natureza eu lutava há tantos anos atrás -, é o sinal que nos dá a luz para "vermos o reino dos céus". E ainda mais, nos dá um novo nascimento, uma nova família, uma nova casa. O Batismo nos dá a graça de vermos os mistérios do Cristianismo com os olhos da fé.
A graça da fé desvenda os mistérios para nós. E com a nossa resposta de fé, nós vemos. É essa visão que nos permite compreender, explicar e defender a fé.
Os profetas previram que a graça de Deus deve ir muito além da terra prometida e do povo escolhido, ao mundo, à todas as nações, e a todos os pagãos. Deus, em sua bondade, faz com que sejamos os canais dessa graça. Quando encontramos teístas que não aceitaram Cristo, temos de dar a eles as razões para crerem. Nós devemos ser boas razões para crerem, como os profetas e como Jesus, de cuja vida participamos.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Súplica à Nossa Senhora


De Alfonso Milagro, Os cinco minutos de Maria: reflexões sobre a Virgem para cada dia do ano. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2001. p. 123-124.

Mãe, ouve a minha súplica, que é um grito na noite.
Mãe, olha para mim na noite de minha juventude.
Mãe, salva-me; milhares de perigos espreitam minha vida.
Mãe, enche-me de esperança, de amor e de fé.
Mãe, guia-me nas sombras, pois não encontro o caminho.
Mãe, leva-me, pois a teu lado feliz cantarei.
Não te esqueças, Senhora: Tu és minha Mãe.
Faze que eu nunca me esqueça de que sou teu filho.
Virgem fecunda, que também minha vida seja fecunda em boas obras.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Realidade ou utopia?


De Pe. Francisco Faus, Otimismo cristão hoje: diálogo com um pessimista. São Paulo: Quadrante, 2008. p. 35-37.

- Acho que a melhor resposta a essa tentação de ceticismo no-la vai dar o Papa Bento XVI. Na parte final da encíclica Deus é amor (Deus caritas est), fala de que "os cristãos continuam a crer, não obstante todas as incompreensões e confusões do mundo circunstante, <<na bondade de Deus e no seu amor pelos homens>> (Tit 3,4). Apesar de estarem imersos, como os outros seres humanos, na complexidade dramática das vicissitudes da história, permanecem inabaláveis na certeza de que Deus é Pai e nos ama, ainda que o seu silêncio seja incompreensível para nós".
E acrescenta, com palavras que convém meditar:

"A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e, assim, gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é Amor! Desse modo, Ele transforma a nossa impaciência e as nossas dúvidas em esperança segura de que Deus tem o mundo nas suas mãos e que, não obstante todas as trevas, Ele vence [...]. A fé que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita, por sua vez, o amor. Aquele amor divino é a luz - fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir. O amor é possível, e nós somos capazes de o praticar porque criados à imagem de Deus. Viver o amor e, desse modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo: tal é o convite que vos queria deixar com a presente encíclica".

Utopia? As utopias são divagações sonhadoras, ou teimosos apriorismos ideológicos, divorciados da realidade. Cristo é "realista". Nunca prometeu um triunfo geral e avassalador. Ninguém melhor do que Ele conhece o caráter sagrado da liberdade que Ele próprio nos outorgou. Podemos dizer-lhe "sim" e podemos dizer-lhe "não". Ele nada quer impor-nos, apenas propor-nos: Eis que estou à porta do teu coração e bato. Se alguém escutar a minha voz e me abrir a porta, entrarei e cearei com ele... (Apoc 3,20). A liberdade de dizer "não" sempre estará na mão de todos os homens. Mas também estará a liberdade de dizer "sim" e de mudar o mundo, lavando-o num tsunami de Verdade e de Amor.
"A vida - escreve ainda Bento XVI - não é um simples produto das leis e dos acasos da matéria". Não estamos em um mundo cego, à deriva. "Em tudo e, contemporaneamente, acima de tudo - prossegue -, há uma Vontade pessoal, há um Espírito que em Jesus se revelou como Amor". Deus não deixará que o mundo se transforme num pião desvairado, mesmo que às vezes chegue à beira disso. Deus está presente e age: Meu Pai continua agindo até agora - diz Jesus - e eu ajo também (Jo 5,17). E isso não é utopia, é uma verdade prodigiosa.