segunda-feira, 27 de julho de 2020

A linguagem dos sinais


De Scott Hahn, Razões para crer. Lorena: Cléofas, 2016. p. 70-71.

Os milagres narrados nos três primeiros Evangelhos são tratados como "sinais" pelo quarto Evangelho. Para o evangelista São João, um milagre é uma grande prova do poder de Jesus, e possui um propósito ainda maior. Jesus trabalha esses "sinais" visíveis, materiais e históricos, dando-lhes um significado maior, invisível, espiritual e transcendental. A transformação da água em vinho é um milagre que significa a maior maravilha da Sagrada Eucaristia. A água do Batismo é um sinal de um novo nascimento para a vida divina. Mas, aos olhos humanos, estes mistérios divinos estão velados.
Ao falar a Nicodemos, Jesus deixou claro que o Batismo - sinal cuja natureza eu lutava há tantos anos atrás -, é o sinal que nos dá a luz para "vermos o reino dos céus". E ainda mais, nos dá um novo nascimento, uma nova família, uma nova casa. O Batismo nos dá a graça de vermos os mistérios do Cristianismo com os olhos da fé.
A graça da fé desvenda os mistérios para nós. E com a nossa resposta de fé, nós vemos. É essa visão que nos permite compreender, explicar e defender a fé.
Os profetas previram que a graça de Deus deve ir muito além da terra prometida e do povo escolhido, ao mundo, à todas as nações, e a todos os pagãos. Deus, em sua bondade, faz com que sejamos os canais dessa graça. Quando encontramos teístas que não aceitaram Cristo, temos de dar a eles as razões para crerem. Nós devemos ser boas razões para crerem, como os profetas e como Jesus, de cuja vida participamos.

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