terça-feira, 18 de outubro de 2016

Da gratidão pela paciência divina



Por Visão Transcendente

Um dos aspectos que mais me impressiona na bondade de Deus é a sua paciência para conosco. Me impressiona porque é uma virtude muito distante da nossa natureza humana, nós que somos impacientes e pouco piedosos uns com os outros. Apesar das nossas inúmeras infidelidades e reincidências nas quedas, Deus espera pacientemente pela nossa conversão. Ele espera contra toda a esperança, espera mesmo quando ninguém mais acredita em nós, mesmo quando nem nós mesmos acreditamos.

Dia após dia, pecado após pecado, queda após queda, eu peço perdão ao Senhor e Ele me dá mais uma chance, milhares de chances, inúmeras oportunidades. Desperdiço todas elas, e novamente peço perdão e faço juras de que me emendarei, cada vez mais envergonhado pela minha maldade em contraste com a bondade da paciência de Deus.

Já ouvi e li que na história da Igreja muitas pessoas foram salvas nos últimos instantes de suas vidas porque fizeram uma contrição perfeita, arrependendo-se profundamente de seus pecados. Algumas dessas pessoas inclusive viveram quase toda a sua vida distantes dos caminhos de Deus e mesmo assim receberam o perdão e a salvação (vide a história do ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus, narrada em Lucas 23, 35-43). Quando escuto e leio esses relatos fico a imaginar se algum de nós seria capaz de perdoar alguém que passou uma vida inteira nos ofendendo, sem nenhuma reparação.

Quando contemplo a incompreensível bondade da paciência divina só posso dizer duas palavras: "Muito obrigado". Sei que nunca poderei retribuir a bondade do Senhor, então me cabe fazer o mínimo: emendar a minha vida para viver como o Bom Mestre quer e ser mais paciente com o meu irmão que me ofende.

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